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Marcha da Maconha em São Paulo pede legalização e repudia PEC das Drogas em ato de desobediência civil e resistência





No último domingo, a avenida Paulista foi palco de um evento marcante: a Marcha da Maconha. Pela primeira vez realizada em um dia de domingo, a marcha contou com um balão em formato de cigarro de 20 metros, com mensagens como “fogo na bomba” e “legalizar o futuro”. O evento também trouxe cartazes em repúdio à PEC das Drogas e ao PL Antiaborto por Estupro.

O público se concentrou em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo) e deu início a uma caminhada pela rua Augusta, seguindo até a praça da República. O destaque ficou para o bloco terapêutico, que contou com a presença do deputado estadual Eduardo Suplicy e Cidinha Carvalho, presidente da Cultive, associação que defende o uso medicinal da Cannabis.

“A PEC é um atraso”, afirmou Suplicy em relação à proposta que torna crime possuir ou carregar drogas. Ele ressaltou que a Cannabis é respeitada e utilizada em diversos países com base em estudos científicos. Além disso, houve venda de produtos com substância durante a marcha, como brigadeiros e brownies.

A organização da Marcha da Maconha reforçou a importância da liberdade e do direito de existir, sob o mote “Bolando o Futuro sem Guerra”. O evento, considerado um ato de desobediência civil, defendeu não apenas a legalização da maconha, mas também outras pautas políticas importantes, como a descriminalização do porte para uso pessoal no STF e o PL Antiaborto por Estupro.

Outro tema abordado foi a violência policial em São Paulo, especialmente após operações que resultaram em mortes. A organização deixou claro que a luta vai além da legalização das drogas, buscando um mundo mais justo e contra o controle do Estado sobre os corpos.


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