Livro “1964 – Eu Era Criança e Vivi” traz relatos impactantes da ditadura civil e militar em lançamentos em Brasília e Rio de Janeiro.

Com 19 depoimentos tocantes e surpreendentes, a publicação revela como as crianças e adolescentes da época perceberam os atos golpistas e as consequências devastadoras que se seguiram para suas famílias. Histórias cotidianas de pânico, como mães que estocavam alimentos e pais que ordenavam que as luzes fossem mantidas apagadas, se misturam a relatos marcantes de medo e tensão, como o testemunho de Luiz Philippe Torelly, cujo pai o retirou abruptamente de uma barbearia em Brasília durante os primeiros momentos do golpe militar.
A obra também traz à tona relatos dolorosos de quem sofreu diretamente com a repressão do regime ditatorial. Um dos depoimentos mais marcantes é o da jornalista Mônica Maria Rebelo Velloso, que narra a trágica história de uma prima perseguida pela repressão, que acabou exilada, traumatizada e, infelizmente, tirou a própria vida.
Além das histórias pessoais, o livro revela detalhes curiosos, como o salvamento de livros considerados “subversivos” durante revistas domiciliares da polícia ou do Exército. Relatos como os da filha do jornalista Pompeu de Sousa, Sônia Pompeu, sobre a heroica ação de sua mãe em despistar os militares para salvar os livros da Biblioteca da UnB, emocionam e mostram a coragem e a resistência do povo brasileiro diante da opressão.
O livro “1964 – Eu Era Criança e Vivi”, organizado por Márcio Viana e Rita Nardelli, promete ser um importante documento histórico, que resgata memórias de um período sombrio da nossa história. O lançamento está agendado para terça-feira (18), na Livraria Sebinho, em Brasília, e quinta-feira (20), na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. Não perca a oportunidade de conhecer e refletir sobre essas histórias reais e emocionantes que marcaram uma geração.