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A ascensão da Imprensa Rosa: o fenômeno da ‘pink slime press’ e seus impactos na sociedade moderna





Artigo sobre a Imprensa Rosa

A ascensão da Imprensa Rosa no cenário jornalístico

O renomado jornalista Alberto Dines sempre lembrava da origem do termo “imprensa marrom” no Brasil, que remonta a 1959, quando o Diário da Noite, jornal do Rio de Janeiro, popularizou o termo. Naquela época, Dines investigava a revista “Escândalo”, que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.

No entanto, em 2024, surge uma nova denominação para um tipo de imprensa ainda mais preocupante: a “imprensa rosa”. O termo em inglês, “pink slime press”, faz referência à carne ultraprocessada vendida em lata, com valor nutricional precário. Este tipo de imprensa não se compromete com a ética jornalística e busca objetivos ocultos, financiados por interesses políticos ou econômicos.

Steven Brill, jornalista e advogado americano, aborda esse fenômeno em seu livro “A Morte da Verdade”, lançado recentemente. Ele alerta para o preenchimento do vácuo deixado pelo declínio da imprensa tradicional, onde surgem veículos “pink slime”. Nos EUA, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades, contrastando com os 1.200 veículos de imprensa rosa em atividade no final de 2023.

Enquanto a imprensa verdadeira preserva a transparência, com artigos assinados, endereço físico e a separação clara entre jornalismo e propaganda, a imprensa rosa busca imitar a aparência e reputação dos veículos tradicionais, sem comprometer-se com a ética e a veracidade das informações divulgadas.

O autor destaca exemplos como o “Copper Courier” no Arizona e o “Main Street Sentinel” em Michigan, que se disfarçam de jornais legítimos, mas são, na realidade, veículos de propaganda. No Brasil, também não faltam exemplos de imprensa “pink slime”, que devem ser identificados e criticados.

A revista Escândalo, mencionada por Dines, encerrou suas atividades após a exposição de suas práticas através das matérias investigativas publicadas pela imprensa.


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