Aumento de 768,7% nos casos de coqueluche em São Paulo neste ano deixa autoridades em alerta sobre prevenção da doença.

A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella. Essa doença pode ser fatal em crianças, levando à insuficiência respiratória. A forma mais eficaz de prevenção é a vacina pentavalente, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos 2, 4 e 6 meses de vida da criança. Além disso, são indicados dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) aos 15 meses e aos quatro anos.
A coqueluche tende a se propagar mais em períodos de clima ameno ou frio, como na primavera e no inverno, quando as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados. A doença é altamente contagiosa, podendo gerar 17 casos secundários a cada infecção. Seu potencial de transmissão é comparável ao do sarampo e da varicela, sendo maior do que o da covid-19.
A Secretaria de Saúde ressalta que a vacinação é a melhor forma de prevenção e o seu comparecimento nos primeiros meses de vida é crucial. Recomenda-se a imunização nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas. Gestantes e profissionais de saúde também estão inclusos no público-alvo para a vacinação.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Tatiana Lang, destaca a importância da atualização periódica da vacinação devido à falta de imunidade duradoura. Em 2021, a cobertura vacinal no estado de São Paulo alcançou 76,3%. As fases da coqueluche incluem a catarral, a paroxística e a de convalescença, com sintomas característicos em cada uma delas.
Para esclarecer dúvidas sobre vacinação, o portal “Vacina 100 Dúvidas” foi disponibilizado com as 100 perguntas mais frequentes sobre o tema. A ferramenta aborda questões como efeitos colaterais, eficácia das vacinas e doenças imunopreveníveis. O acesso ao portal está disponível gratuitamente online.