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Após quase nove anos, o caso envolvendo a alemã Ursula Haverbeck, conhecida por suas declarações negacionistas do Holocausto, voltou a ser julgado. O processo teve início devido a declarações feitas por Haverbeck em abril de 2015, durante o julgamento do ex-membro da SS Oskar Gröning, conhecido como o “contador de Auschwitz”. Na ocasião, Haverbeck afirmou que Auschwitz não era um campo de extermínio, mas sim um campo de trabalho, além de negar o extermínio em massa que ocorreu no local.
Historiadores estimam que cerca de 1,1 milhão de pessoas, sendo 90% judias, foram mortas em Auschwitz, durante o regime nazista.
Histórico de problemas com a lei
Moradora do estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, Ursula Haverbeck já foi condenada diversas vezes por incitação ao longo de duas décadas, chegando a cumprir penas de prisão. Em um dos julgamentos, a nonagenária insistiu na ideia de uma “mentira de Auschwitz”, alegando que nunca foi historicamente provado que o campo nazista foi um local de extermínio em massa, caracterizando isso como uma crença pessoal.