
POLÊMICA ENVOLVE PEC DAS PRAIAS E FAMÍLIA BOLSONARO
No último mês, os mergulhadores Rodrigo Thomé e Rodrigo Cebrian geraram grande repercussão ao relacionar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) das Praias à ideia de “privatizar praias”. O vídeo viralizou nas redes sociais, ganhando proporções ainda maiores quando a atriz Luana Piovani associou a PEC ao jogador Neymar, que é garoto propaganda de um luxuoso empreendimento no litoral nordestino. Os ataques misóginos sofridos pela atriz, por parte do jogador bolsonarista, potencializaram a polêmica.
O senador Flávio Bolsonaro tem se pronunciado em diversas entrevistas e postagens, destacando que não possui interesses pessoais na PEC e não tem ligação financeira com Neymar ou o empreendimento mencionado.
Flávio busca dar um caráter social à proposta, salientando que a PEC prevê a concessão de títulos de propriedade para moradores pobres das áreas litorâneas, como os presentes no Complexo da Maré e quilombolas da Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro.
A repercussão nas redes sociais tem deixado Flávio Bolsonaro em uma posição delicada, com críticas constantes. Apesar da mobilização da milícia digital, a narrativa que se destaca é a de que o interesse por trás da proposta não é beneficiar comunidades carentes, mas sim a intenção de criar um ambiente turístico semelhante à Cancún em Angra dos Reis.
Em entrevista ao Globo, Flávio tenta justificar a proposta, mencionando empreendimentos turísticos internacionais e a necessidade de estímulo ao setor no Brasil. No entanto, a controvérsia continua presente, levantando questionamentos sobre os reais interesses por trás da PEC das Praias.
No cenário político atual, a polêmica em torno da PEC das Praias envolvendo a família Bolsonaro reflete a complexidade das relações entre interesses públicos, privados e ambientais no Brasil, deixando em aberto um debate importante sobre o desenvolvimento sustentável e a preservação das áreas costeiras do país.