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Na quarta-feira, dia 5 de junho, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados tomou uma decisão polêmica ao aprovar o relatório do deputado Guilherme Boulos, do Psol de São Paulo, que defendia o arquivamento do processo de cassação do deputado André Janones, membro do Avante de Minas Gerais. O pedido de cassação foi feito pelo PL.
A votação foi marcada por muita tensão e tumulto, com parlamentares trocando ofensas e acusações. O clima acalorado só aumentou quando o resultado final foi anunciado: 12 votos a favor do arquivamento e 5 votos contrários. Após a decisão, André Janones foi escoltado por colegas, enquanto a polêmica continuava a entreter os participantes do conselho.
A acusação contra Janones era de envolvimento em um esquema de rachadinha, prática ilegal que consiste na retenção de parte do salário de assessores parlamentares. Apesar das denúncias e da pressão popular, o Conselho de Ética optou por encerrar o caso, o que gerou revolta em alguns setores da sociedade.
Ao longo do processo, tanto o deputado acusado quanto seus apoiadores se defenderam veementemente, alegando inocência e afirmando que se tratava de uma tentativa de difamação. Já os opositores de Janones argumentavam que as provas eram contundentes e que a cassação deveria ser o desfecho do caso.
Independentemente da controvérsia, a decisão do Conselho de Ética foi tomada e Janones continuará exercendo seu mandato na Câmara dos Deputados, pelo menos por enquanto. O desfecho desse episódio certamente deixará sequelas e abrirá espaço para debates sobre ética e transparência na política brasileira.