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Arroz ‘taiwanês’ é brasileiro: desvendando a fake news sobre a origem do produto e a próxima importação de toneladas




Arroz “taiwanês” é brasileiro

Por que é falso

Arroz chamado de “taiwanês” é brasileiro. O arroz da marca Taipan, que aparece no post desinformativo, é produzido pela Sabor Sul Alimentos (aqui), empresa do Grupo Cavalca —ambas são paranaenses. Já o Tio João é da Josapar, sediada em Pelotas (RS) (aqui). Ao UOL Confere, a Sabor Sul disse que a empresa não tem qualquer ligação com Taiwan e que a maioria dos seus alimentos são plantados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Segundo a empresa, apenas uma pequena parte do arroz é importada do Paraguai. Além disso, a Sabor Sul não tem contratos em andamento com o governo federal para vender arroz.

Taipan é um tipo de serpente. A associação da marca de arroz com o país asiático deve-se possivelmente a uma confusão de nomes. A capital de Taiwan chama-se Taipei (ou Taipé, na versão aportuguesada). Já Taipan, na verdade, é um tipo de serpente venenosa (aqui).

Preços, datas e locais das fotos são incertos. Não foi possível identificar onde e quando as fotos foram geradas. Em busca no Google (aqui) encontramos a unidade de 5 kg de arroz Taipan a R$ 29,50 (aqui), e na busca pelo arroz Tio João (aqui), o valor mais barato foi R$ 37,99 (aqui). Mas esses preços podem flutuar todos os dias. Além disso, após plantações de arroz terem sido impactadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, parte do público brasileiro tentou estocar o produto em casa, o que pode impactar nos preços recentes. No entanto, não há risco de desabastecimento de arroz neste momento, segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) (aqui).

Próxima importação do arroz será ainda nesta semana. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, lançou na semana passada o edital para importar 300 mil toneladas do produto (aqui). O primeiro leilão está previsto para acontecer nesta quinta-feira (6).

Este conteúdo também foi checado por Aos Fatos (aqui) e Reuters (aqui).


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