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O ex-delegado Rivaldo está sendo acusado de auxiliar os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão na preparação do crime que resultou no assassinato da vereadora Marielle Franco. Além disso, ele é apontado por dificultar o andamento das investigações, que foram proteladas até a entrada da Polícia Federal no caso. Durante o processo, houve diversas trocas de delegados responsáveis, o que gerou polêmica e suspeitas no decorrer das apurações.
A defesa de Rivaldo solicitou a inclusão no inquérito das quebras de sigilos dos Brazão e de Lessa, a fim de verificar se realmente existia alguma relação entre eles. Atualmente, os advogados do ex-delegado buscam desacreditar a delação de Lessa, parte fundamental nas investigações do caso Marielle.
Em depoimento, Rivaldo negou qualquer ligação prévia com os Brazão, afirmando que seu primeiro contato com eles ocorreu no avião a caminho de Brasília, já preso. Ele ainda solicitou que fosse verificado seu sigilo telemático para comprovar a inexistência de contatos anteriores com os irmãos. A postura do ex-delegado durante as investigações tem gerado controvérsias e levantado questionamentos sobre sua conduta no caso.
Segundo relatos da defesa de Rivaldo, a oitiva com a Polícia Federal teve início de forma inusitada, com os investigadores informando que todas as diligências já haviam sido encaminhadas à Procuradoria Geral da República e que o delegado já havia sido indiciado. Somente após as intervenções iniciais de Rivaldo é que o depoimento avançou, evidenciando a tensão e a complexidade do caso.
A defesa do ex-delegado enfatiza a importância de continuar as investigações, argumentando que os mandantes do assassinato de Marielle ainda não foram capturados. Enquanto a PF acredita ter identificado os responsáveis pelo crime, os advogados de Rivaldo insistem na existência de lacunas a serem preenchidas nas apurações.
Diante da suposta conclusão da investigação, a defesa de Rivaldo enfrentou dificuldades para garantir o interrogatório do ex-delegado, sendo necessário um pedido direto ao ministro Alexandre de Moraes para que ele fosse ouvido. A tensão e os desdobramentos do caso continuam a despertar interesse e questionamentos na opinião pública e na comunidade jurídica.