DestaqueUOL

A importância do efeito, não da proporção: especialistas explicam a relevância dos gases na atmosfera para o efeito estufa e mudanças climáticas.







Efeito estufa e mudanças climáticas

Em uma recente entrevista, o professor mencionou que a importância de um determinado componente não está diretamente ligada à sua proporção na atmosfera, mas sim ao seu efeito. Como exemplo, citou o ozônio, cuja concentração é de apenas 0,000007%, mas desempenha um papel vital ao filtrar a radiação ultravioleta do sol, evitando danos à saúde e ao meio ambiente.

Da mesma forma, o meteorologista Angel Chovert ressaltou que a influência de um componente em um sistema não depende apenas de sua quantidade, mas de suas características químicas e físicas. Ele comparou a concentração de álcool no sangue com a presença de CO2 na atmosfera, destacando que a propriedade da substância determina sua ação no ambiente.

O efeito estufa natural

De acordo com informações da NOAA, os gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e vapor d’água, presentes na atmosfera, formam uma camada que retém parte do calor irradiado pela Terra, criando o chamado efeito estufa natural. Essa condição é essencial para manter a temperatura da superfície terrestre adequada à vida.

Jefferson Simões explicou que, sem o efeito estufa, a temperatura média da Terra seria consideravelmente mais baixa, aproximadamente 30 graus Celsius, tornando o planeta um ambiente inóspito para a vida.

Intensificação do efeito estufa e mudanças climáticas

Desde o final do século XIX, a atividade humana tem aumentado a presença de gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis e alterações no uso da terra. Como resultado, a concentração de dióxido de carbono, principal gás causador do aquecimento global, aumentou em cerca de 40% durante a era industrial, conforme dados da NOAA.



Jornalista: Fulano de Tal

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo