
Tarifas sobre importações geram polêmica
Recentemente, as tarifas sobre a importação de roupas e bugigangas de até US$ 50 se tornaram o centro das atenções no noticiário econômico e nas redes sociais. Aprovada pela Câmara dos Deputados, a medida gerou uma onda de especulações sobre seu impacto.
Empresas afetadas pela mudança não ficaram caladas. Shein e AliExpress criticaram a taxação, calculando que seus produtos mais baratos agora terão que pagar uma alíquota de 44,5% de imposto. Por outro lado, a Shopee, com um público similar, elogiou a decisão e destacou que a maioria das compras feitas em sua plataforma são de produtos nacionais.
O movimento das ações de varejistas nacionais do ramo da moda reagiram positivamente inicialmente. No entanto, no acumulado do mês de maio, tanto as ações da Lojas Renner (LREN3) quanto as da C&A (CEAB3) apresentaram quedas significativas, mesmo com a pequena valorização após a aprovação do projeto de tarifas.
Essa rápida euforia com o aumento de tarifas sobre concorrentes chineses traz à mente o caso das siderúrgicas. Após um mês da elevação das tarifas de importação de aço chinês, as ações de empresas como Usiminas, CSN e Gerdau apresentaram quedas expressivas, num cenário que ainda está longe de mostrar os benefícios esperados para as empresas nacionais.
O impacto das taxas de juros elevadas na economia e no varejo também é destacado. O setor varejista continua sofrendo com as altas taxas de juros como método de controle da inflação, enquanto a indústria se vê sem recursos para investir em crescimento. Os desafios são claros e evidenciam a complexidade do cenário econômico atual.