
O Primeiro-Ministro da Hungria, Viktor Orbán, tem estado envolvido em polêmicas com outros membros da União Europeia em diversas questões, como a recusa de enviar armas para a Ucrânia e a manutenção de laços econômicos com Moscou após a invasão russa em 2022.
Agitando bandeiras e gritando “Hungria-Hungria”, uma multidão se reuniu em Budapeste em uma marcha pela paz, pedindo para que o país seja poupado de conflitos. A marcha seguiu da Ponte das Correntes até a Ilha Margaret, onde Orbán discursou para seus apoiadores.
Durante o discurso, Orbán enfatizou a importância da paz e criticou a postura belicista de outras nações europeias, afirmando que a Europa precisa evitar a guerra a todo custo. Ele declarou: “Estamos lutando pela paz e somos a maior força de manutenção da paz na Europa”.
Um dos participantes da marcha, Zoltán, de 62 anos, expressou a necessidade de conduzir a União Europeia em uma direção que evite conflitos armados. Ele destacou a retórica de países como França, Reino Unido e Alemanha, que, segundo ele, alimentam a possibilidade de guerra com o apoio dos Estados Unidos.
Em meio a seu quarto mandato como Primeiro-Ministro, Orbán enfrenta desafios decorrentes de um escândalo de abuso sexual que resultou na queda de duas importantes aliadas políticas, Katalin Novak e Judit Varga. O partido Fidesz, liderado por Orbán, tem lidado com as consequências do escândalo enquanto se defende das críticas de Peter Magyar, ex-membro do governo.