
Descoberta de antigo rio pode explicar pirâmides egípcias
O maior campo de pirâmides do Egito está localizado em uma faixa de deserto. Essas estruturas monumentais deveriam teoricamente ser construídas perto de corpos d’água para auxiliar no transporte de materiais e mão de obra, no entanto, as pirâmides egípcias estão a quilômetros de distância do Rio Nilo, o principal curso d’água da região.
Pesquisadores de instituições dos Estados Unidos, Austrália e Egito recentemente revelaram uma descoberta que pode explicar esse mistério. Eles identificaram a existência de uma ramificação de rio que passava pela região durante a construção das três pirâmides de Gizé. Esse rio, chamado Ramo Ahramat, tinha 64 quilômetros de extensão, entre 2 e 8 metros de profundidade e largura variando de 200 a 700 metros.
Utilizando dados de imagem de satélite, antigos mapas e estudos geofísicos, os cientistas conseguiram mapear a presença desse antigo curso d’água, contribuindo para uma melhor compreensão da configuração hidrológica da região. Os resultados foram publicados na revista Communications Earth & Environment, do renomado grupo Nature.
Essa descoberta pode trazer mais informações sobre os fatores ambientais que influenciaram a escolha do local de construção das pirâmides, auxiliando na preservação desse patrimônio histórico egípcio diante do avanço da urbanização.
Além disso, a presença de estradas elevadas ligando as pirâmides às margens do antigo rio reforça a importância do Ramo Ahramat nesse contexto.
Porém, o fim desse rio pode ser atribuído a diversos fatores, como movimentos tectônicos ou aumento na deposição de areia relacionado à desertificação do Saara, indicando mudanças drásticas na região ao longo dos milênios.
E o sumiço?
Essa descoberta lança luz sobre um dos maiores mistérios da arqueologia egípcia, proporcionando novas perspectivas no estudo das pirâmides e da antiga civilização do Egito.