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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, expressou sua preocupação com o grande número de partidos presentes no Legislativo brasileiro. Em entrevista à BandNews, veiculada nesta sexta-feira, 31, Alckmin destacou a dificuldade do governo em negociar com tantas siglas diferentes.
Apesar dos desafios enfrentados, Alckmin avaliou de forma positiva a aprovação de importantes temas defendidos pelo Executivo, como a reforma tributária. O ministro ressaltou a importância de uma maior coesão entre os partidos políticos, afirmando que “muita fragmentação partidária dificulta a governabilidade. Temos que ter menos partidos, mais programáticos. Com o tempo, isso vai corrigir, porque cada eleição a cláusula de barreira sobe e vão diminuindo o número de partidos”.
A cláusula de desempenho, estabelecida para garantir acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita em rádio e televisão, impõe critérios como a eleição de pelo menos 11 deputados federais distribuídos em nove estados ou a obtenção de, no mínimo, 2% dos votos válidos em eleições para a Câmara distribuídos também em nove estados.
As declarações de Alckmin ecoam observações feitas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista realizada em agosto de 2023, Haddad afirmou que a Câmara dos Deputados estaria exercendo um “poder muito grande”, o que gerou reações do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
Posteriormente, Haddad esclareceu que estava refletindo sobre o fim do presidencialismo de coalizão, utilizado nos primeiros governos de Lula para garantir a governabilidade. Segundo o ministro, o modelo não foi substituído por uma relação institucional mais estável até o momento.