Ministério da Saúde alerta para projeção de 1,6 mil casos de leptospirose no Rio Grande do Sul após enchentes

Nísia enfatizou a importância do tratamento imediato ao surgimento dos sintomas da leptospirose, sem esperar pela confirmação do diagnóstico. O Ministério da Saúde tem realizado testes e está processando materiais para obter uma visão mais clara da situação. Além disso, a ministra destacou a necessidade de atendimento de saúde adequado e alertou contra a automedicação.
Recentemente, representantes do Ministério da Saúde se reuniram com gestores municipais, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e sociedades científicas do Rio Grande do Sul para discutir medidas de combate às doenças decorrentes das enchentes e temporais. Durante a coletiva, Nísia defendeu a valorização das instituições e a importância da sociedade e do Estado trabalharem em conjunto para enfrentar a situação.
A ministra refutou informações falsas que circularam em redes sociais sobre a suposta falta de vacinas no estado, explicando que as doses foram recuperadas mesmo após a inundação dos municípios afetados. A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria leptospira, presente na urina de roedores e normalmente adquirida pelo contato com água ou solo contaminados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores e conjuntivite, podendo evoluir para complicações como tosse, hemorragias e insuficiência renal após a segunda semana de infecção.