Operação no Noroeste Fluminense resulta na apreensão de balsas e prisão de envolvidos em extração ilegal de ouro no Rio Paraíba do Sul.
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
Superintendência Regional Baixo Paraíba do Sul, entidade subordinada ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Polícia Federal e a 3ª Unidade de Polícia Ambiental (UPAM) realizaram uma ação de combate à extração ilegal de ouro no leito do Rio Paraíba do Sul, no município de São Fidélis, no Noroeste Fluminense, nesta terça-feira (28).
Durante a operação, cinco pessoas foram presas em flagrante, acusadas de envolvimento na atividade criminosa. No local, os agentes apreenderam e inutilizaram três balsas usadas nas práticas ilícitas e lesivas ao meio ambiente. Também foram apreendidos materiais, como equipamentos de dragagem e produtos químicos altamente poluentes.
“A exploração ilegal de recursos naturais causa graves danos aos ecossistemas e afeta diretamente a qualidade de vida das comunidades locais. Reforçamos o compromisso de atuar com rigor para impedir essa prática, preservando o meio ambiente”, explicou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Os criminosos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal. Eles responderão pelo crime de usurpação de bem da União – Art. 2º da Lei nº 8.176/91 -, que versa sobre a apropriação indébita de recursos naturais da União. A pena prevista é de um a cinco anos de prisão e multa.
“É fundamental a participação da população denunciando crimes ambientais. Denúncias podem ser feitas por meio dos canais oficiais. O sigilo é garantido”, ressaltou o superintendente regional Baixo Paraíba do Sul do Inea, Leonardo Barreto.