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Despesas obrigatórias podem sufocar capacidade de investimento do governo Lula e ameaçar metas fiscais até 2026.






Análise Econômica: Aumento das despesas obrigatórias pode impactar governo Lula

Análise Econômica: Aumento das despesas obrigatórias pode impactar governo Lula

O aumento crescente das despesas obrigatórias pode deixar o governo Lula com pouca margem para tocar a máquina pública e estrangular a capacidade de investimento. Para gastar mais, o risco é que relaxe outra vez as metas fiscais que aprovou há menos de nove meses, o que aumentaria o déficit e a dívida pública em relação ao PIB, principal indicador de solvência do país.

Esse cenário já é precificado pelo mercado, que exige juros crescentes do governo para financiar seus rombos. Na semana passada, a taxa para títulos públicos de dez anos chegou a 11,8% ao ano, inibindo empresas de tomar empréstimos para investir e limitando o crescimento do Produto Interno Bruto. As altas taxas de juros e a falta de investimentos agravam o endividamento do país.

O Brasil possui um dos maiores patamares de despesas obrigatórias do mundo, destinando mais de 90% da receita de impostos para benefícios previdenciários, salários de servidores e gastos em saúde e educação, o que deixa menos de 10% para despesas discricionárias. Essa situação pode impactar o desenvolvimento econômico e a capacidade de investimento do país.

O aumento real do salário mínimo e a PEC da Transição são fatores que contribuem para o aumento das despesas do governo. As mudanças feitas pelo governo atual gerarão gastos adicionais significativos nos próximos anos, o que pode comprometer as metas fiscais estabelecidas.

Analistas econômicos projetam que o arcabouço fiscal do governo Lula pode ter baixa credibilidade e que as metas estipuladas para os próximos anos podem não ser alcançadas. A necessidade de elevação de impostos e a pressão por aumento de despesas exigem um novo olhar sobre a política fiscal do país.

Diante desse cenário desafiador, a coesão política e medidas estruturais são fundamentais para equacionar as contas públicas e evitar um colapso financeiro que prejudique a população. O governo terá que lidar com pressões internas e externas para garantir a sustentabilidade econômica do país nos próximos anos.

Folha Mercado

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