Fachin abre prazo para explicação sobre flexibilização de regras ambientais no Rio Grande do Sul e envia ação ao STF

A iniciativa partiu do Partido Verde (PV), que alega que as mudanças sancionadas pelo governador Eduardo Leite em abril foram feitas para flexibilizar as regras ambientais, facilitando a construção de reservatórios e permitindo a derrubada da vegetação nativa em áreas de proteção permanente. O PV argumenta que houve um retrocesso ambiental, o que vai contra a Constituição, e que tais modificações contribuíram para a continuidade da devastação no estado.
A abertura da ADI ocorreu em meio a uma tragédia ambiental que assola o Rio Grande do Sul devido às fortes chuvas que causaram inundações e enxurradas. Até o momento, o estado contabiliza 163 mortes e diversos bairros permanecem submersos. Nesse contexto, o ministro Fachin destacou a relevância da matéria apresentada pelo PV, mencionando a importância para a ordem social e a segurança jurídica.
A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão cinco dias para se manifestar após o esclarecimento das autoridades gaúchas, conforme determinação de Fachin. A decisão do ministro demonstra a preocupação do STF com as questões ambientais e a necessidade de garantir o cumprimento da legislação vigente para proteger o meio ambiente.