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A sucessão do prefeito em Ribeirão Preto
A cidade de Ribeirão Preto, localizada a 313 km de São Paulo, está prestes a passar por um momento crucial em sua política local, a sucessão do atual prefeito Duarte Nogueira, do PSDB. A decisão sobre quem será o candidato da base governista para a eleição municipal é de extrema importância, assim como o comportamento dos adversários que já enfrentaram Nogueira em disputas passadas.
O mandato de Nogueira, iniciado em 2017, chegará ao fim em dezembro deste ano, e já há 11 nomes pré-colocados na disputa pela prefeitura, seja diretamente pelos políticos ou por seus partidos.
Dentre os possíveis postulantes ao cargo, quatro deles já concorreram à prefeitura em eleições anteriores, como o deputado federal Ricardo Silva (PSD), a ex-reitora da USP Suely Vilela (PSB), o professor Mauro Inácio (PSOL) e o advogado e professor Coronel Usai (Podemos).
Além desses nomes, também estão na lista o ex-secretário de Nogueira Alessandro Hirata (PSDB) e o vice-prefeito Daniel Gobbi (Progressistas), juntamente com os vereadores Igor Oliveira (MDB) e Isaac Antunes (PL), atual presidente da Câmara Municipal e empresário.
O PT, que já venceu duas eleições em Ribeirão Preto com o ex-ministro Antônio Palocci, deve lançar o advogado e presidente do diretório local Jorge Roque como candidato. A disputa ainda pode contar com o juiz aposentado Ismar Cabral Menezes (Agir) e o empresário Marco Aurélio Martins (Novo).
O cenário político na cidade se divide em três grupos principais: o apoiado por Nogueira, o grupo liderado pelo deputado federal e os políticos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O deputado federal Ricardo Silva (PSD-SP) anunciou sua pré-candidatura à prefeitura numa crítica ao cenário de obras em Ribeirão, manifestando o desejo de construir um novo projeto para a cidade. Seu partido o vê como candidato natural, após ter disputado a eleição em 2016 e chegado ao segundo turno, sendo derrotado por Nogueira.
No campo governista, Hirata desponta como favorito, disputando internamente com outros nomes como Ricardo Aguiar (Casa Civil e Esportes) e o vice-prefeito Gobbi. O PSDB local busca lançar um nome próprio para manter a força da sigla na cidade, que já foi governada por outros políticos tucanos.
O MDB, partido com mais filiados na cidade, também tem Igor Oliveira como pré-candidato, o que pode promover uma aliança com o PSDB. Enquanto isso, Gobbi flerta com políticos ligados ao bolsonarismo, buscando fortalecer sua posição na disputa eleitoral.
No PSOL, o professor Mauro Inácio é apontado como o nome preferido para disputar a prefeitura, embora ele mesmo se considere pré-candidato a vereador pela sigla.