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Porto Alegre instala bombas flutuantes para evitar enchentes no Guaíba e no Gravataí, após falha em sistema de proteção.

Operação de Bombas Flutuantes Garante Drenagem no Sarandi

Duas bombas flutuantes já estão em funcionamento no bairro Sarandi, em Porto Alegre. A água está sendo direcionada para os rios Gravataí e Guaíba. A primeira bomba entrou em operação durante o final de semana, enquanto a segunda começou a funcionar ontem. Essa medida tem como objetivo escoar a água acumulada devido às chuvas e evitar possíveis enchentes na região.

Necessidade das Bombas Flutuantes

O sistema de proteção de Porto Alegre contra cheias do Rio Guaíba conta com diversos mecanismos, porém, eles falharam na última enchente. Com as fortes chuvas que causaram alagamentos na cidade, é fundamental retirar a água com a ajuda das bombas flutuantes, que realizam o escoamento de dentro para fora.

O sistema de proteção envolve cerca de 65 km de diques e um muro de concreto com 2,67 km de extensão. Além disso, conta com 14 portões (comportas) e 22 estações de bombeamento de esgoto pluvial.

O sistema de defesa já tinha 51 anos sem que a água do Rio Jacuí tocasse o muro, até novembro de 2023. Criado em 1967 e construído na década de 1970, o mecanismo precisou ser acionado devido às condições climáticas extremas.

Funcionamento das Bombas

As bombas flutuantes consistem em conjuntos de motobomba que são capazes de bombear a água de um local para outro utilizando energia elétrica, mecânica e hidráulica. Segundo Fernando Magalhães, engenheiro sanitarista e professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), esses equipamentos desempenham um papel essencial no processo de drenagem das áreas afetadas pelas enchentes.

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