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Luedji Luna resgata discurso de Sojourner Truth e demarca espaço da mulher negra no amor em novo álbum “Bom Mesmo É Estar Debaixo d’Água”




Artigo: Luedji Luna e a representatividade da mulher negra na música

A cantora baiana Luedji Luna resgata o discurso histórico da abolicionista Sojourner Truth em sua música “Ain’t I a Woman?”, onde reforça a importância da representatividade da mulher negra no cenário musical contemporâneo. Em seu álbum mais recente, “Bom Mesmo É Estar Debaixo d’Água”, a artista explora o tema do amor e busca construir novas narrativas que vão além da prevalente associação do amor com a dor.

Com uma carreira marcada pela valorização da cultura negra, Luedji Luna busca trazer à tona questões raciais em suas composições e performances. Recentemente, lançou sua festa Manto da Noite, que tem como propósito destacar gêneros da música negra como soul, jazz, rap e R&B. A artista também marcará presença no Rock in Rio, onde dividirá o palco Sunset com Tássia Reis e Xênia França.

Em meio a debates sobre representatividade e inclusão racial em festivais de música, Luedji Luna destaca a importância de eventos que promovam artistas negros e valorizem a diversidade cultural brasileira. A cantora expressa seu desejo de autonomia e de contribuir para a construção de um novo cenário artístico, onde os artistas negros tenham o devido reconhecimento e espaço.

O percurso artístico de Luedji Luna reflete sua evolução estética e musical, passando de um álbum mais percussivo e influenciado pela religiosidade afro-brasileira para um trabalho mais introspectivo, com referências ao R&B, neosoul e jazz. Seu sucesso “Banho de Folhas” é um exemplo do alcance de sua música, que ultrapassa fronteiras e conquista públicos diversos ao redor do mundo.

Além de suas conquistas no cenário nacional, Luedji Luna se prepara para realizar mais um sonho: uma turnê pelos Estados Unidos, levando sua arte e sua mensagem para novos públicos. Com uma trajetória marcada por resistência e representatividade, a cantora rejeita a ideia de “superação” e se coloca como parte de uma geração que sonha e busca a valorização da sua cultura e identidade.


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