Anvisa aprova maior controle na prescrição do medicamento zolpidem para combater uso abusivo e irregular durante tratamento de insônia

Essa decisão da Anvisa foi tomada após um aumento significativo de relatos de uso abusivo do medicamento. A agência identificou um crescimento no consumo do zolpidem e um aumento nos eventos adversos relacionados ao seu uso, o que levou à necessidade de maior controle na prescrição.
Anteriormente, o zolpidem estava enquadrado na lista de psicotrópicos com uma regra que permitia a prescrição de medicamentos contendo até 10 mg de zolpidem pela receita branca em duas vias. Com as mudanças, esse adendo foi excluído e a prescrição por meio da receita azul passa a ser obrigatória para todos os medicamentos contendo zolpidem, independentemente da quantidade presente.
Segundo a Anvisa, a definição do prazo para a implementação da nova norma considerou o tempo necessário para que os profissionais façam o cadastro na vigilância sanitária, garantindo que os pacientes não tenham descontinuidade no tratamento.
O zolpidem é indicado para o tratamento da insônia de curta duração, quando há dificuldade em adormecer ou manter o sono. No entanto, seu uso não deve ultrapassar as quatro semanas, sendo necessária uma avaliação médica para prorrogação do tratamento, devido ao risco de abuso e dependência por parte do paciente.
Essas medidas têm como objetivo garantir um uso mais responsável e seguro do medicamento zolpidem, evitando possíveis problemas decorrentes do seu uso inadequado.