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Militares dos EUA realizam ataques no Iêmen
Na madrugada desta quarta-feira (24), as forças militares dos Estados Unidos destruíram dois mísseis anti-navio dos Houthis, que estavam direcionados ao Mar Vermelho e se preparavam para serem lançados. O ataque foi confirmado por comunicado militar dos EUA.
Segundo o Comando Central Militar dos Estados Unidos, os ataques ocorreram por volta das 2h30 (20h30 no horário de Brasília) e são os mais recentes contra o grupo apoiado pelo Irã devido aos seus ataques a navios no Mar Vermelho, seguindo uma rodada maior de ataques no dia anterior.
Os Houthis, que controlam as partes mais populosas do Iêmen, afirmam que seus ataques são em solidariedade aos palestinos, enquanto Israel ataca Gaza. Essas ações têm perturbado o transporte marítimo global e aprofundado a preocupação sobre as consequências da guerra entre Israel e Hamas no Oriente Médio.
O Pentágono afirma ter destruído ou danificado mais de 25 instalações de lançamento e implantação de mísseis, assim como mais de 20 mísseis dos Houthis desde que os Estados Unidos começaram a atacar locais militares no Iêmen em 11 de janeiro. Outros alvos como drones, radares costeiros e capacidades de vigilância aérea também foram atacados.
O porta-voz do Pentágono, Major General Patrick Ryder, ressaltou que a estratégia de focar em alvos que os Houthis usam para ataques contra o transporte marítimo internacional tem sido eficaz, e afirmou que os ataques em autodefesa continuarão enquanto houver ameaças iminentes ou lançamentos antecipados por parte do grupo.
A estratégia emergente do governo Biden visa enfraquecer os militantes Houthis, mas sem confrontar diretamente o Irã, principal patrocinador do grupo. A abordagem combina ataques militares limitados e sanções, buscando punir os Houthis e ao mesmo tempo limitar o perigo de um conflito mais amplo no Oriente Médio, de acordo com especialistas.