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Governo de Tarcísio de Freitas enfrenta críticas por decisão de remoção de moradores da Vila Sahy em São Paulo







Decisão do governo sobre Vila Sahy causa polêmica


O governo de Tarcísio de Freitas afirma que a decisão é necessária para que “haja a urbanização” do bairro e também a continuidade de obras de contenção — para evitar novos deslizamentos na região. O Estado diz também que parte da área é “considerada de alto risco”.

Nas redes sociais, a Amovila afirmou que é a favor da continuidade das obras, mas criticou a decisão do governo. “Precisamos pressionar o poder público para que esta ação violenta não ocorra”, diz nota divulgada na sexta-feira (1º).

Os moradores marcaram uma passeata para amanhã (3). “Às vésperas do Natal nos deparamos com uma ação judicial proposta pelo governo que pretende remover 80% da Vila Sahy à força”, afirma.

A gestão de Tarcísio afirmou, em nota enviada ao UOL, que tem abordado o assunto com a comunidade nos últimos meses. “O tema também está mencionado em cartilhas distribuídas aos moradores detalhando os fatores de risco e as ações que estão sendo desenvolvidas”, diz.

Reportagem do UOL mostrou que o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) indicou risco de deslizamento na Vila Sahy em 2020. Na época, a Promotoria recomendou o “fortalecimento” do planejamento da política habitacional.

Justiça marcou audiência

Na terça-feira (5) será analisado o pedido do governo. A Procuradoria precisa apresentar à Justiça a estimava de casas, famílias e pessoas que serão afetadas, além de indicar um técnico responsável pelos estudos apresentados.


Decisão do governo sobre Vila Sahy causa polêmica

O governo liderado por Tarcísio de Freitas vem enfrentando controvérsias em relação à decisão de remover parte da Vila Sahy, afirmando que tal ação é necessária para a urbanização do bairro e a continuidade das obras de contenção, visando prevenir novos deslizamentos na região. Segundo o Estado, parte da área é considerada de alto risco, justificando assim a necessidade da remoção.

A Associação dos Moradores da Vila Sahy (Amovila) se manifestou nas redes sociais, demonstrando apoio à continuidade das obras, porém, criticando a abordagem adotada pelo governo. Em nota divulgada na última sexta-feira (1º), a associação declarou: “Precisamos pressionar o poder público para que esta ação violenta não ocorra”. Além disso, moradores marcaram uma passeata em protesto contra a decisão, agendada para amanhã (3).

A gestão de Tarcísio de Freitas rebate as críticas, salientando que tem discutido o assunto com a comunidade nos últimos meses e distribuiu cartilhas detalhando os fatores de risco e as ações que estão em andamento. Por outro lado, uma reportagem do UOL revelou que o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) já havia indicado o risco de deslizamento na Vila Sahy em 2020, recomendando, na época, o fortalecimento do planejamento da política habitacional.

Uma audiência está marcada para a próxima terça-feira (5) para analisar o pedido do governo. A Procuradoria terá que apresentar à Justiça uma estimativa do número de casas, famílias e pessoas que serão afetadas, além de indicar um técnico responsável pelos estudos apresentados.

Fica evidente a complexidade e a polarização em torno da decisão do governo em relação à Vila Sahy, impactando diretamente a vida dos moradores e levantando questionamentos sobre a eficácia das medidas preventivas e o diálogo entre as partes envolvidas. Acompanharemos de perto o desdobramento desse caso.

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