
Relatos da tentativa de golpe na Bolívia
No dia seguinte à tentativa de golpe de Estado contra o presidente Luis Arce, a Bolívia viveu relativa calma nas ruas. A repórter Mayara Paixão, enviada a La Paz, relata que nesta quinta-feira (27) esse clima era quebrado apenas em bloqueios pontuais em vias públicas, organizados por civis, e na agitação em frente ao palácio presidencial.
Do lado do governo, a gestão Arce atacou o general Juan José Zúñiga, que liderou a ação militar, e rebateu alegações do ex-comandante do Exército. Ao ser preso, ele disse ter agido a mando do presidente, que segundo o general buscaria um autogolpe para tentar ganhar popularidade. Outra versão acusa o ex-presidente Evo Morales, antigo aliado de Arce que quer voltar ao poder.
O governo disse que Zúñiga vai ser acusado de terrorismo e levante armado contra a soberania do Estado —ele foi preso com mais 16 militares. Nas ruas, os bolivianos evidenciam que a tentativa de golpe, ainda que frustrada e repudiada pela comunidade internacional, agrava um cenário de incerteza política e crise econômica.
No episódio desta sexta (28) do Café da Manhã, o consultor e analista internacional Amauri Chamorro debate os significados, desdobramentos e repercussões da tentativa de golpe na Bolívia e discute como fica a democracia do país.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Magê Flores, com roteiro de Gustavo Simon, produção de Carolina Moraes e Lucas Monteiro. A edição de som é de Raphael Concli.