Autoridades do CNJ e CNMP chegam a Maceió para acompanhar desdobramentos do caso Braskem e avaliar impactos da mineração de sal-gema.
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A comitiva que chegou a Maceió é composta pela secretária-geral do CNJ, juíza Adriana Cruz, o secretário-geral do CNMP, promotor Carlos Vinicius Alves Ribeiro, e o corregedor-nacional de Justiça, ministro do STJ Luis Felipe Salomão. A presença desses representantes demonstra a preocupação e o interesse em acompanhar de perto a evolução do caso Braskem.
Além disso, membros do Observatório de Causas de Grande Repercussão, mantido pelo CNJ e pelo CNMP, também integram o grupo. Em dezembro, o caso Braskem recebeu um nível de acompanhamento de grau 3 pelo colegiado, que prevê um acompanhamento contínuo junto às autoridades. A agenda da comitiva inclui reuniões com o governador de Alagoas, Paulo Dantas, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, e o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Fernando Tourinho.
Durante a estadia em Maceió, estão programadas reuniões com membros do Ministério Público e do Judiciário, responsáveis por conduzir o caso Braskem, bem como com representantes da empresa e os afetados pela situação. Há previsão de visitas aos locais afetados, a fim de entender de forma mais detalhada a magnitude dos danos causados pela instabilidade do solo.
Segundo dados de dezembro de 2023, as consequências da mineração resultaram na desocupação de 14 mil imóveis na capital alagoana, afetando a vida de mais de 60 mil pessoas, que tiveram que abandonar suas residências, escolas e locais de trabalho. A presença das autoridades nacionais evidencia a atenção dada ao caso Braskem e a intenção de encontrar soluções para mitigar os impactos gerados pela empresa na cidade de Maceió.