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O vencedor da eleição presidencial de Taiwan, Lai Ching-te, está se preparando para enfrentar um desafio político importante, já que as relações com a China continuam a se deteriorar. Ching-te se define como um “trabalhador pragmático pela independência” da ilha de governo democrático, em uma clara mensagem de que defenderá a soberania taiwanesa.
Aos 64 anos, o veterano político e atual vice-presidente prometeu durante a campanha defender a identidade do território de Taiwan em relação à China, que vê a ilha como uma de suas províncias. Diante das crescentes ameaças de Pequim de recorrer à força para “reunificar” o país, Lai planeja manter a política de fortalecimento militar como forma de defesa contra possíveis intervenções chinesas.
Ao suceder Tsai Ing-wen em maio, Lai Ching-te herda uma situação geopolítica delicada, onde a pressão chinesa sobre Taiwan só aumenta. Sua postura de defesa da independência e fortalecimento militar sinaliza que o novo presidente está disposto a enfrentar um dos maiores desafios de sua carreira política, o que o coloca em rota de colisão direta com o governo chinês.
Portanto, Lai Ching-te assume a presidência de Taiwan em um momento crucial, onde a tensão com Pequim atinge níveis preocupantes. Sua abordagem pragmática e firme em relação à independência do país certamente terá repercussões significativas não apenas para Taiwan, mas também para as relações sino-taiwanesas e para a estabilidade na região asiática como um todo.