Apoiadores palestinos participam de ato contra genocídio em Gaza, em São Paulo, e pedem fim da ocupação israelense

Durante o ato, os manifestantes estenderam uma grande bandeira da Palestina e faixas que pediam o fim do genocídio em Gaza e um embargo a Israel. Segundo a jornalista palestina-brasileira Soraya Misleh, que é coordenadora da Frente em Defesa do Povo Palestino em São Paulo, o protesto faz parte de uma série de atos que estão ocorrendo em diversas partes do mundo. Ela destacou que a manifestação é um ato global pelo cessar-fogo imediato e definitivo em Gaza, diante do genocídio em curso que já dura quase 100 dias.
Soraya ressaltou em entrevista à Agência Brasil que a situação em Gaza é terrível e dramática. Segundo ela, o conflito na região já deixou mais de 30 mil palestinos mortos ou desaparecidos entre os escombros, sendo a maioria deles crianças. Além disso, 90% dos 2,4 milhões de palestinos em Gaza foram obrigados a se deslocar.
Um dos participantes do protesto, o palestino Mohammad Farahat, de 43 anos, relatou que chegou recentemente ao Brasil com sua esposa e filhos, após ser evacuado pelo governo brasileiro devido aos bombardeios provocados por Israel em Gaza.
Além de palestinos e integrantes de movimentos sociais e políticos, o ato contou também com brasileiros solidários ao sofrimento vivenciado pelas famílias de Gaza. Uma manifestante de 64 anos, Ideli Gonçalves Saba, destacou que é importante dar apoio ao povo palestino em sua luta e ressaltou a importância de uma ação mais contundente do governo brasileiro contra a guerra.
Ao todo, mais de 23 mil palestinos foram mortos e quase 60 mil ficaram feridos em ataques israelenses em Gaza desde que o Hamas lançou uma ofensiva contra Israel em outubro do ano passado. Enquanto em Israel, os ataques do Hamas provocaram a morte de 1,2 mil pessoas e deixaram mais de 240 reféns.
O protesto em São Paulo é mais uma mensagem de solidariedade e clamor por paz em um dos conflitos mais longos e dolorosos do Oriente Médio. A população mundial continua se mobilizando para pressionar os governos a agirem de forma efetiva para cessar a situação de guerra e genocídio que assola a região.