
Equador enfrenta crise de violência
No último domingo (7), o chefe da principal quadrilha do Equador fugiu da prisão, desencadeando uma onda de violência no país. Até o momento, 13 pessoas já foram mortas em decorrência dos conflitos. Em resposta a essa situação, o presidente Daniel Noboa anunciou medidas para lidar com a crise no sistema prisional equatoriano, que enfrenta superlotação e motins.
Os ataques com bombas, sequestros de policiais e invasões por homens armados levaram ao fechamento de lojas, suspensão de atendimentos em hospitais e paralisação do expediente em prédios públicos. A escalada de violência tem gerado preocupação e instabilidade no país.
Na terça-feira (9), o presidente assinou um decreto reconhecendo que o Equador enfrenta um “conflito armado interno” e ordenou ações para “neutralizar” os grupos criminosos. As Forças Armadas estão patrulhando as ruas de Quito, e pelo menos 70 suspeitos de envolvimento nas ações criminosas foram presos.
O desdobramento da crise
Nesta quinta-feira (11), o programa de áudio “Café da Manhã” abordará a guerra civil no Equador. A pesquisadora Marcela Franzoni, do Núcleo de Estudos e Análises Internacionais da Unesp, e professora de Relações Internacionais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, será entrevistada para discutir como a violência e o crime organizado tomaram a proporção atual no país. Além disso, o programa analisará os fatores sociais e econômicos que contribuem para essa crise e como o conflito equatoriano se relaciona com outros da América Latina.
Ouça o programa
O episódio do “Café da Manhã” está disponível no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha, especializado em música, podcast e vídeo. Os interessados podem ouvir o programa clicando no link acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O programa “Café da Manhã” é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelas jornalistas Gabriela Mayer e Magê Flores, com produção de Carolina Moraes, Laila Mouallem e Victor Lacombe. A edição de som é de Thomé Granemann.