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No primeiro ano do governo Lula, o jornal espanhol El País elogiou os resultados obtidos, afirmando que a maior democracia da América Latina estava recuperando a estabilidade sob a liderança do presidente e que a economia, a proteção ambiental e as taxas de pobreza estavam começando a recuar.
Já o tradicional jornal dos Estados Unidos, The Washington Post, atribuiu o termo “resiliência” à democracia brasileira, destacando que os atos antidemocráticos foram fracassados e que os apoiadores de Bolsonaro foram “movidos pela mentira e pela desinformação”.
O The New York Times, também da imprensa norte-americana, publicou uma reportagem traçando um paralelo entre Brasil e Estados Unidos, destacando as consequências quase opostas dos ataques antidemocráticos. Enquanto Donald Trump logrou aumentar o apoio à sua campanha para retomar a Casa Branca, Jair Bolsonaro caiu na “irrelevância política”.
Por sua vez, o jornal britânico The Guardian relatou que o presidente Lula saudou a “vitória da democracia sobre o autoritarismo” em celebração à “resiliência da democracia brasileira”, condenando “inequivocamente a mobilização violenta” de apoiadores de Bolsonaro que se recusaram a aceitar a derrota eleitoral de seu líder.
O jornal sul-coreano Yon Hap News também seguiu essa linha, classificando a data histórica como uma “grande crise para a democracia brasileira que chocou a sociedade como um todo”, afirmando que os ataques foram provocados por eleitores insatisfeitos com o resultado das urnas.
A repercussão do 8 de janeiro de 2023 no Brasil continua sendo tema de noticiário internacional, com um “tom de repúdio” e termos pejorativos utilizados para se referir ao episódio em que a democracia do país sul-americano, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, foi ameaçada.