Justiça do Amazonas decreta prisão preventiva de suspeitos pela morte da artista venezuelana Julieta Inés Hernández Martínez.

Julieta, que estava no Brasil desde 2015, se apresentava como a palhaça Jujuba em várias partes do país e integrava o grupo de mulheres que viajam de bicicleta Pé Vermei. Ela estava a caminho da Venezuela para encontrar sua família quando desapareceu em 23 de dezembro. Seu corpo foi encontrado no último sábado (6) no município onde o casal foi preso.
O juiz Laossy Amorim Marquezini, responsável pela decisão, considerou os “fartos indícios de autoria por parte dos flagranteados” e a necessidade de resguardar a ordem pública ao determinar a prisão preventiva. Ele ressaltou a gravidade do crime e a crueldade com a qual foi realizado, argumentando que isso poderia afetar a ordem pública.
Durante a audiência de custódia, o magistrado negou o pedido da defesa dos suspeitos de converter a prisão preventiva em prisão domiciliar. Ele apontou que não havia evidências de que os autuados necessitavam de cuidados especiais de seus descendentes ou que estavam extremamente debilitados por doença grave.
A prisão preventiva do casal foi justificada pela necessidade de garantir a ordem pública, devido à gravidade do crime e ao possível impacto na sociedade. O juiz também citou os indícios de autoria por parte dos suspeitos, baseados em declarações colhidas na fase administrativa.
Diante disso, Thiago Agles da Silva e Deliomara dos Anjos Santos permanecem sob custódia, aguardando o desenrolar das investigações e o processo criminal. A morte de Julieta Inés Hernández Martínez chocou a comunidade artística e solidária que ela fazia parte, despertando a atenção para a violência e crueldade que muitas pessoas enfrentam diariamente.