Bolívia manifesta apoio à denúncia da África do Sul contra Israel por genocídio na Faixa de Gaza à Corte Internacional de Justiça

A África do Sul solicitou à CIJ medidas cautelares para encerrar a campanha militar de Israel em Gaza, e audiências para discutir a denúncia estão marcadas para esta quinta-feira (11) e sexta-feira (12). O governo boliviano enfatizou que a ação da África do Sul deve ser apoiada pela comunidade internacional, especialmente à luz do relatório das Nações Unidas que indica a morte de mais de 21 mil pessoas desde outubro de 2023, a maioria delas crianças e mulheres.
De acordo com a denúncia da África do Sul, os atos e omissões de Israel visam destruir os palestinos em Gaza como parte do grupo nacional, racial e étnico palestino mais amplo, e violam as obrigações de Israel com a Convenção do Genocídio. O governo de Israel refutou as acusações, negando a prática de genocídio e culpando o grupo palestino Hamas pelo sofrimento na Faixa de Gaza, alegando que o Hamas usa civis como escudos humanos.
Israel destacou que não vê os residentes da Faixa de Gaza como inimigos e que está fazendo esforços para limitar danos aos não envolvidos e permitir a entrada de ajuda humanitária na região. O Ministério das Relações Exteriores do país afirma que a ação da África do Sul é infundada.
A Corte Internacional de Justiça é o principal órgão judicial da Organização das Nações Unidas (ONU) e é responsável pela solução de disputas entre os estados. A denúncia da África do Sul e a resposta de Israel refletem a complexidade e a sensibilidade do conflito entre Israel e Palestina, que há décadas gera tensões e debates em todo o mundo. As audiências agendadas para esta semana serão acompanhadas de perto, já que representarão um passo importante na busca por soluções para o conflito na região.