
As analogias entre o nazismo e o sionismo
Uma aproximação intrigante entre o hitlerismo e o mosaismo foi sugerida pelo pensador Astrojildo Pereira, que destacou a ideia do “espaço vital” presente em ambos os contextos. Enquanto os nazistas buscavam espaço vital para a “raça ariana”, o povo de Israel tinha como objetivo a terra prometida. Ambas as conquistas eram vistas como necessárias e justificadas a ferro e fogo, o que nos leva a uma terceira analogia: a da guerra total, onde não se fazia distinção entre combatentes e não combatentes.
Segundo Astrojildo Pereira, o genocídio era uma prática comum nas ações de Josué, líder do povo de Israel. Ele destaca passagens bíblicas que falam de massacres perpetrados pelo “povo escolhido”, como a tomada de Asor, onde toda a população foi exterminada e a cidade reduzida a cinzas, conforme registrado no Livro de Josué, XI, 11-12.
O estudioso encontra a síntese de sua conjectura em uma passagem do Livro de Deuteronômio, que exorta o povo de Israel a exterminar diversas nações ao entrar na terra prometida, sem celebrar acordos, sem tratá-las com compaixão e sem contrair matrimônio com elas.
É evidente que, em 1940, Astrojildo Pereira não poderia prever as ações do movimento sionista nas décadas subsequentes. No entanto, é inegável que a inspiração genocida do “povo eleito” presente na mitologia histórica do Antigo Testamento influenciou tanto o nazismo quanto o sionismo.
Segundo o autor, as analogias entre nazismo e sionismo não se restringem ao massacre do povo palestino. Ambas as ideologias surgiram na era imperialista, são manifestações do nacionalismo chauvinista e do racismo, e representam inimigos da humanidade.