
Os candidatos Ricardo Nunes (MDB) e José Luiz Datena também não compareceram ao debate. Segundo as campanhas, houve alegações de incompatibilidade de agendas, justificando as ausências.
No entanto, a principal razão para as faltas parece ser o “descontrole” de Pablo Marçal (PRTB). Fontes próximas às campanhas mencionaram esse termo, indicando que o candidato não tem seguido as regras estabelecidas pelos organizadores. As equipes afirmam estar em contato com a imprensa para garantir que as regras sejam cumpridas.
No sábado, Boulos deixou claro que participaria apenas de debates sem “baixaria”. Ele afirmou: “Debates com regras bem definidas, sem espaço para baixaria, eu participo. Já os com regras complicadas, teremos que avaliar”.
Marçal, Tabata Amaral (PSB) e Marina Helena (Novo) estiveram presentes no debate e criticaram os faltantes. Nas redes sociais, Tabata mencionou que os “adversários fugiram” e no início do debate falou sobre a “covardia” daqueles que não compareceram. Marçal sugeriu que há “um problema de masculinidade, de virilidade nesta nação”, apontando a falta de coragem dos homens, especialmente do líder da prefeitura. Já Marina Helena chamou os ausentes de “fujões”.
O comportamento agressivo de Marçal tem sido uma marca dos debates até agora. Durante o programa da Band, o empresário perdeu o controle após uma pergunta de Tabata sobre sua condenação por furto qualificado e envolvimento em organização criminosa.
No debate seguinte, promovido pelo Estadão/Terra, ele “exorcizou” Boulos com uma carteira de trabalho e desrespeitou as regras estabelecidas.