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Ataques ao jornalista Breno Altman: a falsificação sionista e o silenciamento da denúncia dos horrores israelenses.




Jornalismo

Confundir os dois tem um propósito: o sionismo pretende silenciar a todos (judeus e não judeus), impondo uma falsificação histórica grosseira: criminalizar a denúncia dos horrores sionistas igualando-a ao antissemitismo. É uma falsificação deliberada, que vem gerando cenas de horror político, como uma manifestação supostamente em luta contra o antissemitismo realizada na França, na qual participaram defensores históricos do governo de Hitler, como as forças lideradas por Marine Le Pen.

A falsificação ganha escala com a estreita proximidade entre o sionismo, a extrema direita internacional, os governos dos EUA (e ocidentais), e a grande mídia proprietária ocidental. Gastam milhões para borrar a diferença brutal entre antissemitismo e antissionismo e, em especial, a extrema direita israelense. Vão ainda além, e tentam criminalizar as vozes dissidentes. Classes dominantes e governos ocidentais tentam proibir as manifestações contra o horror promovido há meses pelo Estado sionista de extrema direita de Israel contra a população de Gaza. Fizeram isso na Inglaterra, na Alemanha, na França, mas a população não se deixou enganar e enfrentou tais falsificações com multitudinárias manifestações em defesa do povo palestino. As classes populares do mundo inteiro denunciam incessantemente o massacre em curso, a tal ponto que o governo de Israel se encontra crescentemente isolado, pois seus atos são ainda piores do que os praticados pelo antigo regime do apartheid da África do Sul, pois os brancos racistas segregaram os negros, como Israel segrega os palestinos, mas não os bombardearam.

No Brasil, tentam agora silenciar uma corajosa voz de origem judaica, a de Breno Altman, que se dedicou incansavelmente a explicar – com dados, bibliografia, fontes citadas e fatos – as falsificações e os horrores que o Estado sionista de extrema direita de Israel vem realizando.

É inadmissível e vergonhosa a iniciativa da CONIB (Confederação Israelita do Brasil), uma dentre as muitas entidades sem fins lucrativos patrocinadas pela extrema direita israelita no mundo, ao promover a falsificação histórica e tentar ainda ocultar o óbvio – o massacre indiscriminado e a “limpeza étnica” realizados por Israel – atribuindo a Breno Altman a pecha de antissemita! Logo a ele, judeu. A falsificação é grosseira e sionistas tentam disfarçar o seu próprio racismo anti-palestino sob cortinas de fumaça negacionistas da verdade histórica. Mas a verdade está diante de nossos olhos.

Mais grave ainda é a aceitação pela Polícia Federal de uma denúncia oportunista, falsificadora e em defesa da continuação do massacre, que pretende silenciar uma das mais importantes vozes na defesa do povo palestino no Brasil. Este governo não pode ser cúmplice de tal falsificação, que promove apartheid, genocídio, massacre generalizado e limpeza étnica.

Nenhum silêncio se justifica e a omissão nos condena.

Todo o apoio a Breno Altman e ao povo palestino!

Apoio da Ulepicc Brasil

A ‘União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura’ (Ulepicc-Brasil) emitiu uma nota, nesta terça-feira (02/01), condenando o inquérito policial contra Breno Altman, que atendeu às “orientações da organização sionista Confederação Israelita do Brasil”.

O texto diz:

“A Ulepicc-Brasil repudia veementemente a recente investigação aberta pela PF (Polícia Federal), a pedido do MPF (Ministério Público Federal), contra o jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi, que se posiciona contra a ocupação ilegal de Israel na Palestina.
O pedido e o inquérito seguiram as orientações da organização sionista Confederação Israelita do Brasil (Conib), que moveu uma ação em dezembro contra o jornalista. A tentativa de criminalizar as suas denúncias foi considerada pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa) como uma intimidação.”

Apoio do Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino

O ‘Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino Khader Mahmud Ahmad Othman’ também formalizou um manifesto repudiando os ataques que Breno Altman tem sofrido ultimamente.

O texto, que condena o “extermínio sistemático e intencional” de Israel, já vinha sendo desenvolvido desde o ano passado, e foi divulgado recentemente após o jornalista se tornar alvo de inquérito policial.

“É consequente a importância da ampla denúncia contra a ação persecutória da Conib, cujo objetivo óbvio (mas destinado ao fracasso) é tentar intimidar e calar o Breno. Nossa resposta é o que foi cantado, a plenos pulmões, no recente ‘Ato de Solidariedade ao Povo Palestino e contra o Genocídio praticado por Israel’ em Florianópolis (UFSC, novembro de 2023): ‘Breno é nosso amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!’, afirmou a Opera Mundi o sociólogo Geraldo Barbosa, que é presidente da Associação Memorial Luiz Carlos Prestes e um dos apoiadores do manifesto.

Eis o documento :

“Contra a perseguição ao jornalista Breno Altman; pela liberdade de expressão e opinião; contra o genocídio palestino

Nós, que abaixo subscrevemos, manifestamos nosso repúdio à perseguição contra o jornalista Breno Altman, efetuada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), e que, contrariamente aos preceitos democráticos, recebeu acolhida das instituições do Estado brasileiro, como o Poder Judiciário, o Ministério Público Federal e o Ministério da Justiça.

Entendemos que esses órgãos deveriam zelar pela garantia inalienável dos direitos básicos previstos na Constituição Federal: liberdade de expressão, de opinião e livre exercício do jornalismo, bem como o direito à denúncia do genocídio perpetrado por Israel contra o povo palestino.

Entendemos que esses órgãos deveriam repudiar esse extermínio sistemático e intencional contra um povo, à imagem e semelhança do que ocorreu no passado, durante a II Guerra Mundial contra um povo que ora o aplica aos palestinos. A História que hoje expõe os fatos, indubitavelmente cobrará a responsabilidade dos que fizeram vistas grossa a uma realidade cruel.

Prestamos total e incondicional apoio ao jornalista Breno Altman. Entramos em sua defesa, porque é preciso coragem e dedicação para colocar em pauta os direitos humanos, a livre existência, a resistência dos palestinos que veem ameaçada a sua própria existência enquanto povo. Breno Altman denuncia cotidianamente os crimes de guerra e de lesa humanidade, incluindo as críticas e condenação de um Estado que, de longa data, implanta o terror: limpeza étnica, racismo e colonialismo: Israel.

Devem cessar todas e quaisquer formas de perseguição e cerceamento dos direitos de expressão e opinião, do livre exercício profissional jornalístico e de denúncia de crimes de extermínio, passíveis de punição no direito, nas leis e nos órgãos internacionais de defesa e garantia dos direitos humanos.

Eu Apoio o Povo Palestino
Meninas Pensantes
Mesquita Palestina Sheik Adil (Criciuma/SC)
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino Khader Mahmud Ahmad Othman”


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