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Cinco membros da Igreja Católica, incluindo quatro padres, são presos na Nicarágua por supostas ligações com protestos de 2018.







Padres presos na Nicarágua

Na manhã deste sábado, os padres Mikel Monterrey, Gerardo Rodriguez e Raul Zamora, juntamente com o Monsenhor Miguel Mantica, foram levados de suas respectivas casas. A informação foi confirmada por uma fonte que falou à Reuters sob condição de anonimato por medo de represálias.

“Todos eles são da Arquidiocese de Manágua”, disse a fonte. Até o momento, o governo e a polícia da Nicarágua não se pronunciaram sobre o caso. O La Prensa, um dos últimos jornais do país, também noticiou as prisões dos quatro religiosos.

Entre os presos estavam dois padres — Monterrey e Zamora — que abriram as portas de sua paróquia para estudantes de duas universidades que foram atacadas pelo governo em 2018. No total, 12 padres e o bispo Isidro Mora foram presos nos últimos dias. Em agosto de 2022, o bispo Rolando Alvarez foi preso e condenado a 26 anos de prisão.

Desde os protestos de 2018, o presidente Daniel Ortega acusou os padres de se organizarem e orquestrarem um golpe. Por sua vez, os bispos pediram justiça para aqueles que morreram durante os protestos e eleições antecipadas.


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