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Aumento histórico de bloqueios de ruas e avenidas gera tensão social na Argentina em 2023.






Consultora Diagnóstico Político revela recorde de bloqueios em 2022

Desde 2009, a consultora de Patricio Giusto, Diagnóstico Político, é uma referência no que se refere a medir o conflito social.

Todos os anos, são mais de 6.000 bloqueios de avenidas e estradas em todo o país, a maioria na cidade de Buenos Aires. Em 2022, houve um recorde de 8.861 bloqueios. Até novembro de 2023, já foram 7.769 bloqueios, sendo agosto o mês com mais protestos com essa modalidade: 882. Em novembro, foram 568 bloqueios em todo o país, sendo 50 na cidade de Buenos Aires. São quase dois bloqueios por dia nas principais vias da capital argentina.

Nesta quarta-feira, a Confederação Geral do Trabalho liderou um protesto contra um decreto de Javier Milei. Pediram autorização e pagaram um seguro contra danos. Mais de 20 mil pessoas protestaram de forma ordenada. No final da manifestação, sete pessoas foram presas por tentarem bloquear uma avenida. Os lojistas que tiveram prejuízo por não venderem vão poder acionar o seguro.

Antibloqueio x antimanifestação

O ‘protocolo antibloqueio’ não proíbe as manifestações, garantidas pela Constituição, mas proíbe o bloqueio de ruas. Isso significa que os manifestantes devem andar pela calçada até uma praça ou espaço público, sem interromper o trânsito de veículos. O direito de manifestação não deve, em nenhum momento, afetar o direito de circulação

“Ao alegar o direito à circulação, o que esse protocolo pretende é reverter um direito fundamental como o direito ao protesto. O que há por trás desse argumento é a criminalização do protesto”, interpreta à RFI Victoria Darraidou, coordenadora da Equipe de Políticas de Segurança e Violência Institucional do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS).


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