
O jornalista Reinaldo Azevedo fez duras críticas ao aumento das emendas parlamentares no Brasil, descrevendo-o como desastroso para o país. Segundo ele, essa prática tem levado o país a um regime semi-parlamentarista, minando as competências do presidencialismo.
Em entrevista, Azevedo afirmou: “É um absurdo e nós estamos vivendo um regime semi-parlamentarista ou semi-presidencialista, como queiram. Se for semi-presidencialista é um presidencialismo rebaixado nas suas competências e se for semi-parlamentarista é um presidencialismo que tem um parlamento com suas funções elevadas. (…) isso está chegando ao colapso e está ficando ridículo, porque é o Congresso que está usando o dinheiro, não é o poder Executivo.” Reinaldo Azevedo
Segundo o colunista do UOL, a verba destinada às emendas parlamentares deveria ser utilizada pelo governo em diversos programas, ao invés de ser destinada a obras muitas vezes inacabadas nos redutos eleitorais dos congressistas.
Para Azevedo, “Quando você tem um governo bom e que funciona, essa dinheirama toda é colocada em determinados programas, seja de infraestrutura, agricultura, educação ou seja o que precisa. Isso é um dinheiro que vai ser fragmentado em 594 parlamentares, 513 deputados e 81 senadores, e cada um vai mandar para a sua paróquia. Uma parte vai para a saúde porque é obrigatório, mas vai plantando obras que muitas vezes não são concluídas. A quantidade de obras não concluídas em razão desse mecanismo é absurda.” Reinaldo Azevedo
Por fim, Azevedo ressaltou que o aumento do valor das emendas foi fundamental para que o governo conseguisse aprovar seus projetos no Congresso.
Em suas palavras, “O governo usa emendas para tentar aprovar projetos e é do jogo. Valeu a pena porque esse dinheiro já era de execução obrigatória e o que o governo fez, corretamente ao meu ver, foi segurar o dinheiro e liberar quando tinha alguma votação importante e aprovaram-se coisas importantes.” Reinaldo Azevedo