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Ministro do STF valida acordos de não persecução penal para investigados por atos golpistas ocorridos em janeiro, soltando 46 acusados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão impactante nesta segunda-feira (18) ao validar 38 acordos de não persecução penal com investigados pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Além disso, Moraes também determinou a soltura de 46 acusados de participar dos atos, desde que cumpram medidas cautelares diversas da prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Essa decisão marca um novo capítulo na condução dos desdobramentos investigativos dos atos do início do ano. O acordo de não persecução penal permite que acusados de crimes sem violência ou grave ameaça e com pena mínima de quatro anos confessem os crimes em troca de medidas diversas da prisão, como a reparação do dano provocado, entrega dos bens que são frutos do crime, pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade.

No entanto, é importante ressaltar que os investigados que participaram dos atos de depredação do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal não terão direito ao benefício. O acordo foi proposto pela Procuradoria-Geral da República apenas para quem foi preso em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília, em 8 de janeiro.

Segundo informações do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, 66 investigados ainda permanecem presos desde 8 de janeiro, o que demonstra que o desenrolar das investigações e a tomada de decisões por parte do Poder Judiciário ainda estão em curso.

A validação dos acordos de não persecução penal e a determinação de soltura de parte dos investigados representam mais um capítulo na complexa trama envolvendo os atos do início do ano, demonstrando a importância da atuação do STF e de outras instâncias do Judiciário no processo de apuração e julgamento dos envolvidos. A decisão do ministro Moraes certamente terá reflexos significativos no cenário político e jurídico do país, e seu desenrolar será acompanhado de perto pela sociedade.

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