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Principal suspeito do assassinato de indígena do povo Xokleng é preso pela Polícia Federal em Santa Catarina após investigações intensas.

Na manhã desta sexta-feira (24), a Polícia Federal prendeu o principal suspeito do assassinato do indígena Hariel Paliano, de 26 anos, morto com sinais de espancamento e queimaduras às margens de uma rodovia em Santa Catarina, no dia 27 de abril. A prisão ocorreu na cidade de Xanxerê e foi resultado de investigações que apontaram indícios da autoria do crime, motivado possivelmente por conflitos de terras na região.

Hariel era membro do povo Xokleng e vivia na aldeia Kakupli com sua mãe e padrasto, líder da comunidade. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a casa da vítima já havia sido alvo de tiros no início do mês, o que reforça a tensão na região devido aos conflitos territoriais. A Terra Indígena Ibirama La Klaño, onde a aldeia está localizada, é habitada por indígenas das etnias Xokleng, Guarani e Kaingang.

Essa tragédia ocorre em meio a uma disputa que envolve a demarcação de terras indígenas, tema que foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Congresso Nacional. A decisão do STF, considerando inconstitucional a tese do marco temporal para demarcação de terras, gerou intensificação de conflitos na região, de acordo com relatos do Cimi.

Ainda pendentes no STF, as ações sobre o marco temporal tiveram o ministro Gilmar Mendes determinando a realização de conciliação nas disputas. Enquanto isso, a prisão do suspeito do assassinato de Hariel Paliano traz um pouco de alívio para a comunidade indígena, que clama por justiça e segurança em meio aos conflitos que assolam suas terras. A Polícia Federal seguirá com as investigações, buscando esclarecer as circunstâncias do crime e trazendo esperança por um desfecho digno para essa tragédia.

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