
Produções independentes
A bem da verdade, porém, a indústria cinematográfica, particularmente o setor independente de baixo orçamento, tem reputação de ignorar questões éticas quando se trata de ganhar dinheiro.
Bem antes do #metoo, Mel Gibson foi supostamente cancelado em razão de seus rompantes públicos de fúria nos quais utilizou linguagens homofóbicas, racistas e antissemitas. Mas, apesar de ter se tornado – e ainda ser – persona non grata durante algum tempo, ele nunca parou de trabalhar.
É possível que você não tenha vistos seus filmes de maior destaque após o “cancelamento”: Plano de fuga, Machete Mata e Na sombra da lei. Mas, essas produções foram de fato realizadas e Gibson foi pago para atuar nelas.
A recente onda de indignação com a participação de Gibson na minissérie de ação O continental: do mundo de John Wick serve de para demonstrar de que modo a maior parte da mídia está focada em Hollywood. Para os fãs de produções medíocres independentes, Mel Gibson jamais deixou de estar presente.
Kevin Spacey, tampouco. Enquanto houver cineastas independentes que avaliem que colocar a frase “duas vezes vencedor do Oscar” nos cartazes e trailers de seus filmes possa aumentar as vendas ou atrair mais acessos nos serviços de streaming por parte antigos fãs de House of cards, ele continuará a atuar em filmes, mas de um determinado tipo. Só não vá chamar isso de “retorno triunfal”.
A indústria cinematográfica é conhecida por muitas polêmicas, especialmente quando se trata do setor independente de baixo orçamento. Questões éticas foram frequentemente ignoradas em prol do lucro, como é o caso de Mel Gibson, que continuou trabalhando mesmo após diversos episódios polêmicos. Apesar de ter sido cancelado por um período devido a comentários homofóbicos, racistas e antissemitas, Gibson nunca parou de atuar em filmes, como Plano de fuga, Machete Mata e Na sombra da lei.
Recentemente, a participação de Gibson na minissérie de ação O continental: do mundo de John Wick gerou uma onda de indignação, mostrando como a mídia ainda está focada em Hollywood. Para os fãs de produções independentes de baixa qualidade, Gibson nunca deixou de estar presente, independentemente de sua reputação. O mesmo se aplica a Kevin Spacey, que continua atuando em filmes, mas com certas limitações e sem jamais poder ser chamado de “retorno triunfal”.
Esses casos demonstram que, apesar dos escândalos, alguns artistas continuam a ser valorizados por cineastas independentes que buscam atrair público para suas produções. A inclusão de astros como Gibson e Spacey pode ser vista como uma tentativa de atrair mais vendas e acessos nos serviços de streaming. E, infelizmente, muitos cineastas ainda acreditam que a presença desses artistas nos filmes pode aumentar o interesse do público. A questão ética muitas vezes é deixada de lado em nome do sucesso financeiro.
Portanto, apesar das polêmicas e do cancelamento em decorrência de suas condutas, astros como Mel Gibson e Kevin Spacey continuam a atuar em produções independentes, muitas vezes ignorando as questões éticas em favor do lucro.