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Kathleen Folbigg foi condenada e presa em 2003 pelos homicídios dolosos de três de seus filhos — Patrick, Sarah e Laura — e pelo homicídio culposo do primogênito, Caleb. A ré sempre manteve sua inocência, alegando que as crianças morreram de causas naturais.
Em 2015, um legista declarou que não houve evidências de assassinato e novas provas sugeriram que as mortes podem ter ocorrido por causas naturais, ampliando as dúvidas sobre a culpa de Kathleen. Esta incerteza resultou em sua inocentação e libertação em junho deste ano em Nova Gales do Sul, após 20 anos de reclusão.
O procurador-geral de Nova Gales do Sul, Michael Daley, afirmou que as novas evidências científicas levantaram questionamentos sobre a responsabilidade de Kathleen nas mortes de seus filhos. Esta reviravolta no caso se deve, em grande parte, ao papel crucial da ciência.
Uma segunda investigação do caso foi conduzida pelo ex-juiz Tom Bathurst, após 90 cientistas e médicos assinarem uma petição pedindo a liberdade de Kathleen, incluindo dois ganhadores do prêmio Nobel. A ciência também revelou evidências médicas que indicam a presença de mutações genéticas em Kathleen e suas filhas, Sarah e Laura, levantando a suspeita de que essas mutações poderiam ter sido responsáveis pelas mortes naturais das crianças.
Esse desdobramento do caso trouxe à tona uma nova perspectiva sobre as mortes das crianças de Kathleen Folbigg, lançando luz sobre a importância da ciência na busca pela justiça. A inocentação e libertação de Kathleen destacam a relevância das evidências científicas na revisão de casos criminais, mostrando como a pesquisa e o conhecimento médico podem alterar significativamente o desfecho de um processo judicial.