Ministro do Trabalho pede empresas para ajustarem salários aos patamares de lucro para inclusão produtiva da juventude.
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O Ministro incentivou as empresas a analisarem se os salários que oferecem estão alinhados com os lucros obtidos, destacando a importância de compatibilizar os ganhos com a capacidade de pagar um salário melhor. O Pacto traz uma série de compromissos para governos, empresas, sindicatos e o terceiro setor trabalharem juntos pela inclusão produtiva da juventude.
Além disso, o Unicef ressaltou que o Brasil está passando por um envelhecimento da população, com uma redução do percentual de jovens. O país conta com mais de 50 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, porém, em 2022, a população com mais de 30 anos superou a faixa etária dos jovens.
Dados do MTE revelam que apenas 14% dos jovens ocupam funções técnicas qualificadas, com a maior parte trabalhando em atividades como operador de telemarketing, vendedor e motorista de aplicativo. Além disso, 51% das mulheres e 56% dos jovens negros trabalham na informalidade.
O presidente do Conselho Nacional da Juventude, Marcos Barão, alertou para a importância de tomar medidas concretas para mudar essa situação, ressaltando que o envelhecimento da população e a falta de oportunidades afetam negativamente o país. Barão também destacou que a inclusão dos jovens vai além da capacitação profissional, envolvendo questões como trabalho digno, educação, cidadania e saúde mental.
Portanto, o apelo do Ministro do Trabalho e as preocupações apresentadas pelos envolvidos no Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes ampliam o debate sobre a necessidade de melhores condições e oportunidades para os jovens no mercado de trabalho, bem como a importância do investimento em salários mais dignos para os trabalhadores.