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Brasil é escolhido por unanimidade como sede da COP30 em Belém, no Pará, em 2025, após indicações de países sul-americanos e caribenhos.

Brasil é escolhido para sediar a COP30 de 2025 em Belém
A sessão plenária da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ocorrida nesta segunda-feira (11), foi marcada pela aprovação, por unanimidade, da escolha do Brasil como sede da COP30, que deve ser realizada entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, na cidade de Belém, capital do Pará.

Essa decisão confirma o apoio que o Brasil já havia recebido em maio deste ano, de praticamente todos os países sul-americanos e caribenhos, uma exigência da ONU para a escolha do país sede dos encontros do clima. Após a aprovação, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, agradeceu a indicação que o grupo de países da América Latina e do Caribe fez para o Brasil sediar o encontro e anunciou a escolha da cidade de Belém. “É com grande satisfação que informo nossa decisão de realizar a COP de 2025 na Amazônia brasileira, um bioma essencial para conter o aquecimento global”, afirmou.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Brasil estima que o país deva receber cerca de 50 mil visitantes em Belém nos dias da COP30. Além disso, o evento será o marco de 10 anos do Acordo de Paris, a principal convenção climática da ONU, que estabeleceu metas para a redução de emissões de gases causadores do aquecimento global.

A escolha de Belém como sede da COP30 é um marco para o Brasil, uma vez que a cidade é localizada na região da Amazônia, um dos biomas mais importantes para a regulação do clima global. A ministra do Meio Ambiente destacou a importância da escolha ao reforçar que a Amazônia é um símbolo vivo da conexão entre as convenções sobre biodiversidade, clima e desertificação, todas interligadas nos desafios e também nas soluções sinérgicas para os problemas climáticos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a escolha do Brasil para sediar a COP30, ressaltando a importância do país na discussão da questão do clima e na transição energética. Segundo ele, o Brasil não pode ser ignorado nesse contexto. A escolha de Belém para sediar o evento representa a oportunidade de destacar a importância da região amazônica no enfrentamento da crise climática.

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