Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, admite diálogo com Guiana, mas eleva tom diante de tensões na região de Essequibo

Ele chamou atenção para o fato de que, mesmo com a intenção do diálogo, as “autoridades da Guiana revogaram o acordo de Genebra”. Além disso, apontou que o país vizinho ameaça construir uma base militar para o Comando Sul dos Estados Unidos.
Em outro tuíte, Maduro afirmou que “Não contaram com a nossa astúcia, o Povo saiu em defesa da Guiana Essequiba. Não poderão ignorar a vontade soberana da Venezuela”. O presidente se referiu à votação do referendo realizado no domingo (3), que, segundo o governo, 95,9% dos eleitores aprovaram a transformação do território de Essequibo em um estado da Venezuela.
A região pertence oficialmente à Guiana desde 1899, mas é reivindicada pela nação vizinha. Segundo o governo, 10,5 milhões de eleitores participaram do referendo, que aprovou ainda a garantia de cidadania e documento de identidade aos mais de 120 mil guianenses que vivem no território.
Após o referendo, Maduro encaminhou um projeto de lei que cria o Estado da Guiana Essequibo. O parlamento venezuelano já está analisando o texto e realiza debates nacionais nos próximos dias.
Diante do momento de tensão entre Venezuela e Guiana pelo território de Essequibo, uma nota conjunta de países do Mercosul e mais quatro sul-americanos apontou uma “profunda preocupação com a elevação das tensões”. A Guiana sinalizou que está com as forças de defesa em alerta, para possíveis tentativas de Maduro em tomar a região, que corresponde a mais de 70% do seu território.
Neste contexto, o presidente Maduro abriu a possibilidade de diálogo com a Guiana, mas a situação continua sendo acompanhada com atenção pela comunidade internacional.