
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retomou nesta terça-feira (8) a discussão do projeto que propõe anistia aos presos tanto por participação nos ataques às sedes dos três poderes, em 8 de janeiro de 2023, quanto nos demais atos antidemocráticos que sucederam as eleições de 2022. Após uma nova ofensiva do governo e um pedido de vistas da oposição, a votação foi novamente adiada. Por outro lado, o relator concluiu a leitura de seu texto, abrindo caminho para a etapa final dos debates.
Os primeiros esforços pela votação aconteceram nos últimos dias antes do recesso eleitoral, em reuniões marcadas pelo uso intenso de instrumentos de obstrução pelo governo. A estratégia foi adotada novamente, com a bancada inicialmente tentando reter a formação de quórum, e em seguida apresentando um requerimento de inclusão de múltiplos itens em pauta.
A presidente do colegiado, Caroline de Toni (PL-SC), tentou evitar a votação propondo uma consulta direta ao plenário, estratégia contestada pelo líder governista Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que reivindicou a votação individual de inclusão de cada item. Caroline de Toni indeferiu o pedido, alegando que o requerimento tinha como objetivo apenas tumultuar a comissão.
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