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Caminhadas em 30 cidades pelo fim da violência contra mulheres e meninas marcam encerramento do ativismo da ONU.

No último domingo (10), 30 cidades brasileiras e algumas no exterior encerraram as atividades do 21 dias de ativismo da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim da violência contra mulheres e meninas com caminhadas. Com o tema “Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas”, a campanha teve como objetivo chamar a atenção para a importância da prevenção e da garantia de vidas livres de violência para as mulheres e crianças do sexo feminino. No Brasil, o Grupo Mulheres do Brasil, liderado por Luiza Helena Trajano, foi o responsável pela organização do evento.

No Rio de Janeiro, a caminhada foi realizada no Aterro do Flamengo, e contou com a participação de diversas mulheres engajadas na luta contra a violência. Marilha Boldt, líder do Comitê de Combate à Violência contra Mulheres e Meninas do Grupo Mulheres do Brasil no Rio de Janeiro, destacou a importância do engajamento da sociedade na causa. Ela ressaltou a necessidade de dar visibilidade ao problema e de melhorar a subnotificação dos casos de violência, que ainda representa apenas uma parte da realidade brasileira.

A importância do desenvolvimento de políticas públicas para o combate à violência também foi ressaltada. Segundo dados do Dossiê Mulher 2023, produzido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), no estado do Rio de Janeiro, a cada hora, 14 mulheres sofrem algum tipo de violência. Além disso, o boletim da Rede de Observatórios da Segurança revelou que, em nível nacional, uma mulher é vítima de violência a cada quatro horas, com 1.437 mortes por feminicídio registradas no país no ano anterior.

A mobilização contou com o apoio das secretarias municipal e estadual da Mulher, com a secretária estadual, Joyce Trindade, destacando a importância da conscientização sobre o tema. Ela ressaltou que a luta contra a violência precisa ser coletiva, e que cuidar de uma mulher é cuidar de toda a sociedade. A secretária estadual da Mulher, Heloisa Aguiar, enfatizou a importância de romper o ciclo da violência o mais rápido possível e procurar ajuda nos centros especializados de atendimento à mulher.

A campanha deste ano também busca mobilizar parcerias para investimentos na prevenção da violência contra mulheres e meninas. A luta contra a violência é uma realidade que afeta inúmeras famílias, e a conscientização e o enfrentamento do problema são fundamentais para garantir vidas livres de violência.

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