Reino Unido anuncia doação de 35 milhões de libras ao Fundo Amazônia durante a COP28 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
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O contrato para a transferência do primeiro montante de recursos foi assinado durante a COP23 com o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O BNDES é responsável pela gestão do Fundo Amazônia, que tem como objetivo principal a redução das emissões de gases do aquecimento global e a preservação da floresta.
O Fundo Amazônia conta com doadores como Noruega, Alemanha, EUA, Suíça e agora o Reino Unido, e desde sua criação em 2008 já recebeu R$ 3,4 bilhões e financiou mais de 102 projetos de preservação da floresta e promoção de atividades sustentáveis na Amazônia, em um investimento total de R$ 1,75 bilhão.
Entretanto, o Fundo Amazônia passou por dificuldades durante o governo de Jair Bolsonaro, que extinguiu os dois comitês responsáveis pela gestão dos recursos, o que impossibilitou a continuidade das doações e o financiamento de projetos. Essa ação levou o Brasil a deixar de investir cerca de R$ 3 bilhões em ações ambientais entre 2019 e 2022, um valor que permaneceu retido no fundo após a dissolução dos comitês orientadores.
Em outubro de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a União tomasse as medidas necessárias para reativar o Fundo Amazônia, e os comitês foram reinstituídos por decreto em 1º de janeiro de 2023 pelo presidente Lula, o que permitiu a retomada dos aportes de recursos.
Assim, a doação adicional feita pelo Reino Unido representa um sinal de que o Fundo Amazônia está novamente em funcionamento, promovendo investimentos fundamentais para a preservação da floresta amazônica e o combate às mudanças climáticas. A decisão do Reino Unido também sinaliza o apoio internacional para ações de preservação ambiental e sustentabilidade na região amazônica.