Greve contra privatizações paralisa transporte público em São Paulo e afeta mais de 4,6 milhões de passageiros.

Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), os intervalos entre as composições estiveram maiores que o normal. As linhas 7, 11, 12 e 13 da CPTM apresentaram funcionamento parcial, enquanto as linhas metropolitanas concedidas à iniciativa privada, 4, 5, 8 e 9, mantiveram o funcionamento regular. No metrô, apenas as linhas 1, verde e 3 tiveram operações limitadas.
As paralisações estão inseridas em um contexto de oposição às privatizações propostas pelo governo. Os planos envolvem empresas como a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Fundação Casa, além de alterações na Constituição paulista, reduzindo o percentual mínimo de investimento em educação. Além disso, a mobilização busca pressionar as autoridades a recuarem na intenção de privatizar a linhade trens da CPTM.
A administração estadual reagiu à greve, classificando-a como “abusiva e política”, afirmando que mais de 4,6 milhões de passageiros ficaram sem acesso ao transporte sobre trilhos, o que teria causado perdas milionárias ao comércio. Segundo o governo, as privatizações foram legitimadas pelas urnas e os sindicalistas estariam ignorando a lei que rege o direito à greve.
Em uma tentativa de minimizar os impactos, o governo decretou ponto facultativo para os serviços públicos estaduais em São Paulo, e a prefeitura suspendeu o expediente e rodízio municipal de veículos. Além disso, foi determinada uma operação especial no transporte público por ônibus. Entretanto, escolas, creches, unidades de saúde e serviços de segurança urbana continuaram funcionando normalmente.
A mobilização contou com o apoio da Justiça, que concedeu liminares determinando percentuais mínimos para a manutenção do efetivo, sob pena de multa diária para as empresas e órgãos afetados pela greve. As empresas têm adotado medidas de contingência para minimizar os impactos da paralisação na população.
Em meio à tensão causada pela greve, a população e as autoridades aguardam a resolução do impasse, aguardando por uma possível negociação entre os manifestantes e o governo.