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Estudo mostra que chuvas intensas e tempestades causam medo em seis em cada dez brasileiros, segundo pesquisa da Fundação Grupo Boticário.

Recentemente, uma pesquisa inédita intitulada “Natureza e Cidades: a relação dos brasileiros com a mudança climática” revelou que a maioria da população brasileira associa as previsões de chuvas intensas a tempestades, alagamentos, vendavais, queda de árvores, destruição e prejuízos. Segundo o estudo, 64% dos brasileiros sentem medo de precipitações intensas e temporais, e oito em cada dez estão preocupados com a mudança do clima. Além disso, 71% percebem que os eventos climáticos extremos estão ficando mais frequentes e intensos.

O levantamento realizado pela Fundação Grupo Boticário, em colaboração com a Unesco, a Anamma e a Aliança Bioconexão Urbana, revelou que cerca de uma a cada três pessoas já se sentiram impactadas ou tiveram um familiar diretamente afetado por fenômenos climáticos extremos. Entre os eventos que geraram essas consequências diretas mais citados estão chuvas fortes, ventanias, inundações e alagamentos.

A pesquisa também destacou a propensão da população em perceber que as mudanças climáticas vão além do aquecimento global, impactando diferentes grupos sociais e países de forma desigual. Além disso, a necessidade de aumentar a presença de áreas verdes nas cidades a fim de amenizar o impacto dos eventos extremos foi ressaltada. Nove em cada dez entrevistados manifestaram o desejo de viver em cidades mais arborizadas.

Diante das percepções encontradas na pesquisa, 87% dos entrevistados se mostraram dispostos a mudar seus hábitos em benefício do planeta, com alternativas como reciclar e descartar o lixo corretamente, plantar árvores, evitar o uso de plástico e usar meios de transporte menos poluentes.

A divulgação oficial completa dos resultados da pesquisa está prevista para acontecer durante a 28ª Conferência de Mudanças do Clima da ONU (COP 28), que ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes, e contará com a presença de mais de 200 líderes internacionais. A expectativa é de que a pesquisa, realizada com 2 mil pessoas de todas as classes sociais do Brasil, contribua para o debate sobre a importância da conservação da natureza e da conscientização acerca das mudanças climáticas.

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